sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Nosso, para sempre ♥


Quero ser o teu amor amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amor amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
Roubado do sempre inspirador "Às nove no meu blogue".

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Reality check

Entretanto o trabalho acordou-me. Regressada, e ao mundo duro da Oncologia Pediátrica. Dor excruciante presenciada a cada passo. Não devia ser permitido. E nós, em muitos casos, felizmente, estamos para curar, mas noutros, também muitos, infelizmente, para paliar. E saber paliar, com actos, palavras, olhares e fármacos é muito difícil. É preciso muito mais que um curso de Medicina para o saber. O pior até agora? Lidar com a negação. E com a luta que os pais travam para manter os filhos acordados e com eles quando os filhos só querem e precisam de descansar da dor. Quando os pais são da nossa área, a situação complica com a luta interna a que assistimos. Uma luta entre o pragmatismo científico e o amor cego e incondicional de pai.
Para mim tem sido uma grande aprendizagem diária. Um esforço diário e uma luta diária contra a vontade de desabar. Um turbilhão de emoções que me desafia a saber domá-lo.

À querida L. (a travar uma batalha contra um maldito tumor do sistema nervoso central que demorou demasiado tempo a deixar de dar sinais da sua presença) que ontem vi na consulta e que, quando se ouviu referenciada como doente num relatório que a mãe lia, respondeu "eu não sou doente, eu fui doente", obrigada. Obrigada pelo sorriso, pela vontade de viver, pelos planos de milhões de idas à Kidzânia. Obrigada por seres um exemplo do lado mais doce da Oncologia Pediátrica.

W Day

O nosso W Day foi um sonho.. depois das semanas duras que o antecederam, foi um dia como merecíamos. Perfeito. Tudo o que na vida interessa esteve representado. E tudo o que é da vida herda sentido contigo, meu amor . Sorri o dia todo. Vi quem amo sorrir. Não queria que acabasse, mas o tempo voou!

A lua-de-mel outro sonho... uma Itália (Roma) histórica, em tom de sépia, de sabores que tanto gostamos, e depois uma Grécia dos deuses. Santorini é idílico. Mykonos um paraíso. A comida maravilhosa. As praias fantásticas. A vida doce, lenta, com tempo para admirar a dureza de escarpas a contrastar com a doçura da ondulação de um mar plano. Pôres-do-sol-como-eu-nunca-tinha-visto. Rematámos com uma chave de ouro portuguesa - Sintra. De um Palácio (Seteais) saímos para admirar as místicas quintas, palácios e parques circundantes.

As palavras são escassas para descrever a alegria que se sente quando se casa com o Homem da nossa vida. E quando se parte com ele para uma viagem que honra e celebra o amor partilhado.

I'm on cloud 9, please don't wake me up!




♥♥♥

terça-feira, 10 de junho de 2014

sábado, 7 de junho de 2014

A vida não é injusta. A vida é um balanceio constante movido tão depressa por brisas como por furacões. Oferece-nos provas de resistência, barreiras que fazem do caminho mais duro, mas mais enriquecedor como um todo. Acredito que as provações são do tamanho que podemos suportar, na medida em que buscamos no fundo de nós as forças, muitas fezes que desconhecemos, para nos regenerar e crescer e ser mais nós a cada uma das barreiras que ultrapassamos. Não existe um felizes para sempre, mas sim um feliz aqui e agora, a que damos valor porque antes e depois soubemos o que é sofrer. Há uma lei de compensações natural. Às vezes tão extrema que nos perguntamos porque não merecemos uma acalmia um pouquinho mais duradoura, só um bocadinho mais de tempo para gozar o doce com calma e demoradamente... Eis que estamos a gozar da brisa, a olhar o sol, a saborear o doce e subitamente as nuvens adensam-se, o vento sopra mais forte, o doce dá lugar a um amargo difícil de suportar. Mas nós somos mais nós. Nós somos fortes o suficiente para ignorar o amargo de boca e para ultrapassar a tempestade, aprendendo a dançar na chuva, crescendo e superando as provações até ao novo período de sol.
Ultimamente as nuvens têm-se adensado. No meio da chuva consigo perceber quem segura o guarda-chuva para me ajudar a suportar a tempestade e quem simplesmente olha a minha passagem com comiseração... não preciso disso. No meio da chuva traço um plano para aguentar tudo, ajudar todos e chegarmos ao Sol. Acredito no plano e na bondade de quem me ajuda. Deixo para trás quem nada faz se não olhar. A soma é de alegria, porque estamos vivos, porque juntos lutamos, porque todos os dias celebramos o barco que criámos para vencer o mar revolto. E o sol virá.