sexta-feira, 30 de março de 2012




Mercedes Peralta, uma noiva espanhola com paletes de estilo. E muitas libelinhas.
Obrigada Constance Zahn.

quinta-feira, 29 de março de 2012



O nosso pratinho (eu disse meninas que ele apareceria aqui ;))

Depois de dois dias seguidos a fazer urgência noite, que me deixaram num estado de profunda exaustão (em acumulado com o que já se desenrola desde Outubro do ano passado, altura das minhas últimas férias), merecia um dia assim, diferente. Graças à recomendação da minha J. fomos (4 fantásticas interninhas de Pediatria ♥) almoçar a um vegetariano delicioso. Delicioso para todos os sentidos... tanto em sabores, como cores, sons e cheiros. O Essência tem uma esplanadinha cheia deste sol imenso que nos tem inundado, boa comida, boa música e um cheiro a flores que nos faz esquecer o local citadino onde fica. 
                                               
E depois disso, mais miminhos, agora em forma de compras. Com a A. (vamos arrasar com este top vermelho, embora em dias diferentes e devidamente combinados ;)) pelo Norte, numa tarde cheia de conversa, daquela que muda de tema à velocidade da luz e que continuará amanhã na nossa longaaa viagem em direcção aos Algarves (mais um curso intensivo, nada de passeio).

terça-feira, 27 de março de 2012

Porque todos conhecemos alguém que gosta de se mostrar, a todo o momento, superior ao resto do Universo. Sabem aqueles que gostam de o vincar, de o deixar bem claro? Competitivos em todos os aspectos da vida? Alguém que olha de forma condescendente para nós porque nunca lhe chegaremos aos calcanhares. Julgam que todas as situações na sua vida têm mais salero, mais sumo que nas nossas e julgam serem seres abençoados por muito mais beleza, estilo e ticos e tecos que todo o Universo. Ressabianço puro na maioria das vezes. Mas para todos eles: levem lá a bicicleta! A mim também não me dá jeito nenhum que não sei andar nela. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

The smell of spring.
Eu encaro o meu trabalho como um serviço. Eu estou lá para servir o outro. Baseando-me nos princípios básicos de ética médica, de autonomia, não maleficência, beneficência, justiça e equidade. Isto torna-se bastante mais fácil se fizermos o seguinte exercício. Se fosse eu, do outro lado, com o meu filho, assustada por vê-lo doente, sem saber o porquê, cansada de esperar por uns minutos de atenção, como gostaria de ser tratada? Isto torna-se mais difícil pelo volume de doentes que temos para ver e por não podermos evitar, por mais que nos esforcemos, longas esperas nas urgências. 
Eu sei que a minha forma de exercer pode não agradar a todos. Eu sei que falho em alguns pontos porque sou humana. Eu sei que às vezes estamos tão cansados, que é muito difícil ter a calma e simpatia que é preciso ter. Mas temos de lutar por pensar que podemos ver 20, 30, 40 doentes num dia, mas para cada um deles nós somos únicos. Somos a pessoa por que eles esperaram e que querem que os ajude. Não somos santos milagreiros, somos humanos que exercem a ciência baseada na evidência do agora, do que se conhece nos nossos dias. E há que perder tempo a explicar as coisas, a acalmar, a ser humano. Porque medicina sem humanização não existe. Porque não há robots. Porque cada mãe com uma cara mais torcida tem um motivo para a ter. É preciso perguntar "o que a preocupa? há algo que queira que lhe explique melhor?". Há que entender. Também vos digo que há comportamentos de pais que não entendo muito bem e não tolero... falta de respeito, de educação ou agressividade saem dos limites do aceitável. Tal como respeito os seus direitos e empatizo com as suas preocupações, espero respeito pelo meu trabalho, pela minha formação e pela minha pessoa. Porque só no exercício de uma verdadeira relação médico-doente se conseguem os melhores resultados de parte a parte.