Escrevia ontem um colega: "O que mais me entristece é a profunda crise de valores que atinge 'pandemicamente' a sociedade portuguesa, (...) quer se lide com coisas ou dinheiro quer se tratem doentes, quer se seja desconhecido ou seja amigo, estranho ou filho... Basta parar e olhar à volta e, num ápice, nos apercebemos de que altruísmo, sensibilidade e bom senso estão em vias de extinção. Com tanta gente que deve ter tirado a licenciatura de 'boa pessoa' na Lusófona, a minha Cadela é Doutorada e ninguém me disse!". Estas palavras fizeram-me rever muitos pensamentos meus, já aqui transcritos, de que cada vez mais fazer o bem pelo bem, ser amável porque sim, ficar feliz pela felicidade do outro e ajudar pelo ímpeto que há em nós e não pelo reconhecimento, são raridades. Se há espécie em via de extinção é a da "pessoa boa". Quando encontrarem alguém assim, que viva de forma altruísta, que goste de vocês pelo que são, que se esforce pela vossa felicidade, cultivem essa amizade, acarinhem e nutram essa relação. Realmente o meu cão, tal como a cadela do meu colega, dá provas provadas de lealdade e amor incondicionais, todos os dias, todo o dia. Tinha muito que ensinar a muita gente e na área das relações tem "savoir faire" suficiente para uma pós-graduação.
sábado, 21 de julho de 2012
I ♥ Douro
Portugal tem tanto, tanto para dar.
Confesso que não conhecia esta zona, mas rendi-me.
Absolutamente fabulosas as paisagens, o sossego, o silêncio...
Dá para esquecer o resto do Mundo enquanto se obriga a retina a fixar e memorizar cada traço de uma paisagem património. Vale muito a pena.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Quando eu digo que devemos cultivar a criança que há em nós, não me refiro a manter as infantilidades, muito menos os traços adolescentes, até à cova. Isto porque sentir esse tipo de "criancices" quando se ronda os trinta, e daí em diante, é assim um pouco... como direi?... cansativo. Para mim os 30"ish" são a idade do "mind your own business", em que deixamos de nos preocupar com o que os outros pensam e dizem, levamos a nossa vida como bem queremos e entendemos, e fugimos do convívio com quem opina ou faz juízos de valor em demasia, não porque afete, mas porque enjoa. Os limites do eu estão cada vez mais bem definidos e para mim o respeito pela barreira que nos separa da liberdade do outro é essencial. Gosto de conviver, não gosto de intrusão. Contudo, o bom da infância tem de estar lá sempre... o saber brincar que na infância nos faz aprender e crescer, mais tarde faz-nos saborear a vida.
sábado, 14 de julho de 2012
Wkd II
Almocinho no Sea Me - Peixaria Moderna, no Chiado. Conceito e decoração muito giros, entradas (trilogia de ostras, vieiras coradas com tártaro de manga e pataniscas ninja de marisco) e prato principal (risotto de camarão) bons, mas com alguma falta de alma (talvez tenham sido más escolhas da nossa parte...). Esta fugiu toda para o leite creme caramelizado com moscatel. Best leite creme ever.
Cházinho frio no Darwin's Café (Fundação Champalimaud). Decoração e vista lindas, com uma companhia maravilhosa... que mais se pode pedir?
Ainda tristonha por não ver Florence como esperava ansiosamente há muitos meses, mas recompensada por este dia bom.
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